terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Prinny 2: Dawn of Operation Panties, Dood!

O exército de pinguins suicidas retorna para o PSP, dood!

Se você conhece a série Disgaea, certamente já deve ter visto o estranho pinguim Prinny. Presença garantida em qualquer game da franquia, ele é tão popular e querida pelos fãs que ganhou uma aventura exclusiva. O sucesso do primeiro título foi tanto que a ave acaba de ser agraciada com uma sequência.

Img_normalEm Prinny 2: Dawn of Operation Panties, Dood! você assume novamente o papel do pinguim em uma missão nada gloriosa: recuperar a calcinha de Etna, a rainha de Netherworld. Isso porque ela descobriu que sua gaveta de roupas íntimas fora saqueada e justamente sua peça favorita fora levada. Então ela enviou seu exército de aves polares do mal para recuperá-la a qualquer custo – ou todos virariam cachos de banana.

Apesar de não ser a mais honrada das tarefas, Prinny deve viajar para os mais variados pontos do mundo em busca do precioso (e vital) objeto. O resultado é um divertido game que difere do Disgaea original, mas comprova que certos coadjuvantes possuem carisma o suficiente para estrelarem suas próprias séries.

Operação calcinha

Se você espera encontrar um RPG estratégico, como em Disgaea, esqueça. Comprovando sua natureza totalmente controversa (que tipo de pinguim viveria no inferno?), Prinny 2: Dawn of Operation Panties, Dood! abandona suas origens e traz às telas do PSP um viciante jogo de plataforma.

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No entanto, em vez de utilizar a mecânica tradicional dos sidescrolls, a aventura do pinguim traz muito mais ação e variedade de golpes. Portanto, nada de saltos na cabeça dos adversários para eliminá-los: o negócio é usar toda sua perícia na espada e outras habilidades únicas para acabar com quem aparecer na sua frente.

O grande destaque do título está exatamente na quantidade de possibilidades para derrotar inimigos ou superar obstáculos. As lâminas que Prinny carrega, por exemplo, podem liberar uma sequência de rajadas de energia com efeitos variados.

Além disso, o próprio pinguim pode se transformar em arma. Em determinados momentos é preciso que o herói utilize seu próprio corpo para limpar o caminho, seja com seu bico ou com uma poderosa investida contra o chão. Também é impossível invocar o restante do exército de Etna em um golpe suicida chamado “Prinny Bomb”, que faz com que uma chuva de aves explosivas caia sobre o cenário.

No entanto, o diferencial de Prinny 2: Dawn of Operation Panties, Dood! está no humor existente no enredo. Além da proposta inicial de resgatar uma calcinha, existem várias outras situações cujo propósito principal é fazer o jogador rir. Que outra explicação você daria para um voo feito à base de “gases”?

Dificuldade infernal

Se a história e a jogabilidade fazem com que o game pareça ser voltado a um público mais novo, o mesmo não pode ser dito da dificuldade. A equipe da Nippon Ichi Software procurou oferecer desafios que realmente prendessem tanto jogadores casuais quanto os mais hardcores.

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Exemplo disso são as próprias habilidades dos inimigos, que podem fazer com que até o jogador mais experiente fique travado em determinadas partes. Por conta disso, foram inseridos três níveis de dificuldade: Baby, para um público iniciante; Standard, considerado mediano; e Hell, que vai exigir toda a paciência e perícia do gamer.

Além de enfrentar monstros, Prinny também precisa correr contra o tempo. Isso porque a rainha Etna deu apenas dez horas para localizar e recuperar a calcinha perdida. O problema é que essa contagem é feita em tempo real, com direito a um relógio que vai ajudá-lo a entrar em desespero sempre que vir seu futuro como penca de banana cada vez mais próximo.

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